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Um biodigestor é uma câmara hermeticamente fechada onde matéria orgânica diluída em água sofre um processo de fermentação anaeróbia (sem presença de oxigênio), o que resulta na produção de um efluente líquido de grande poder fertilizador (biofertilizante) e gás metano (biogás). Pode ser feita com tijolos maciços ou com argamassa armada (ferrocimento).
O processo de biometanação envolve a conversão anaeróbica de biomassa em metano. A decomposição biológica da matéria orgânica compreende quatro fases: hidrólise, acidogênese, acetogênese e metanogênese. Esta conversão do complexo orgânico requer uma mistura de espécies bacterianas, as quais podem depender de cada uma para seu crescimento e ocorrer, pela seqüência de quatro reações: hidrólise, acidogênese, acetogênese e metanogênese. Dependendo da temperatura que o processo está acontecendo, o tratamento de resíduos orgânicos é basicamente de três tipos. A biometanação com temperatura entre 45 – 60oC é considerada termofílica, a que ocorre entre as temperaturas de 20 – 45oC é a mesofílica. A digestão anaeróbia de matéria orgânica em baixas temperaturas (>20oC) são referidas como digestão psicrofílica.
Biodigestor anaeróbico tubular
O biodigestor é composto de :
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- Caixa de entrada – Esta é a parte do biodigestor em que é feito o carregamento dos resíduos animais e vegetais. Os resíduos podem ser submetidos a uma trituração e diluídos com água até atingirem o teor adequado de umidade (90 a 95% de água).
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- Biodigestor propriamente dito - Dentro do biodigestor, na área de entrada de materiais, processa-se inicialmente uma fermentação aeróbica ácida na qual os açúcares simples presentes no material são fermentados e se transformam em acetato (ou ácido acético). No corpo do biodigestor passa a ocorrer uma fermentação anaeróbica concomitante. As bactérias que produzem acetato usam todo o oxigênio presente na carga inicial e o ambiente interno do biodigestor tende a ficar anaeróbico e as bactérias que sobrevivem são apenas as anaeróbicas. Elas utilizam o acetato em seu metabolismo e o transformam em metano. O ambiente torna-se totalmente anaeróbico e a formação de biogás ganha a maior eficiência. O dimensionamento do biodigestor deve permitir a retenção da biomassa. O nível de DBO (Demanda Biológica de Oxigênio) do líquido em fermentação declina e ele começa a se transformar em biofertilizante.
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- Caixa de saída - A cada volume de carga na entrada corresponde à saída do mesmo volume de líquido do biodigestor. Este líquido deve ser armazenado em condições aeróbicas para que, sob a ação de bactérias nitrificantes, sofra uma última e drástica redução do seu nível de DBO. Estas reações bioquímicas finais resultam na formação do biofertilizante. Como também deve estocar o produto, este tanque aberto deve ter capacidade de armazenar cerca de 30 dias de produção do biodigestor.
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Vantagens
A ECOFOSSA - Atende de maneira simples, eficiente e barata, desde uma única residência até á cidade inteira .
O sistema adequa o efluente à emissão em solos e protege o meio ambiente fazendo o tratamento sem qualquer contato prévio com o solo.
O sistema se vale da ação das bactérias presentes no esgoto, que promovem a biodigestão e que também serão úteis quando do lançamento do efluente no solo, ensejando tanto a formação de humus como a de compostagem; De funcionamento muito simples, o esgoto sanitário é acumulado no sistema, de modo hermético e, à medida que vai recebendo material orgânico novo, vai liberando automaticamente, um efluente líquido, biodegradado, nitrogenado e fosfatado que nada mais é do que o produto anaeróbico do esgoto biologicamente tratado. Biodigerido, este efluente é um excelente fertilizante.
O Sistema Ecológico de Tratamento de Esgoto pode ter três fluxos básicos:
-poderá ser reutilizado na irrigação de jardins, gramados e pomares, promovendo substancial economia no consumo d'água e nos gastos eventuais com adubos e fertilizantes, ou poderá ser lançado sobre resíduos orgânicos formando compostagem, ou poderá ainda ser lançado em sumidouro (desde que as condições do terreno permitam);
·O esgoto da sua residência pode ser reaproveitado deste modo porque já é esgoto tratado;
·O Sistema Ecológico de Tratamento de Esgoto poderá resolver também o destino do lixo orgânico da sua cozinha. Informe-se conosco;
·Se você já construiu o sistema convencional de esgotos na sua residência, nada impede a adaptação deste sistema de biodigestão, com aproveitamento parcial da estrutura existente;
·O Sistema Ecológico de Tratamento de Esgoto pode ser usado em qualquer tipo de solo, se dimensionado e adequado para as diferentes situações que se apresentam;
·O Sistema Ecológico de Tratamento de Esgoto, ao promover a degradação do material orgânico do esgoto, faz simultaneamente saneamento básico;
·A Fossa Ecológica - ecofossa, é um biodigestor com a devida adequação para o tratamento de esgoto domiciliar, substituindo mecanismos poluidores. Não podemos continuar agredindo à natureza, como se não dispuséssemos de suficientes conhecimentos para agir corretamente.
3- Instruções de Instalação
Os sistemas ecofossa foram desenvolvidos para serem instalados em praticamente todos os tipos de terrenos e situações possíveis de serem encontrados nas edificações comuns.
A rede de esgotos construída deverá contemplar a separação dos esgotos ramais dos vasos sanitários (banheiro), dos da cozinha, que deverá passar por uma caixa de gordura (obrigatória) e do esgoto de lavanderia e demais águas que não contenham material orgânico, que deverão ser conectados diretamente na vala de infiltração e/ou sumidouro.
O caimento mínimo necessário para as redes é de 3% (sendo aconselhável o mesmo para as redes do cliente). O sistema ecofossa pode ser instalado tanto a céu aberto quanto enterrado, conforme instruções. Em ambos os casos deverá ser construída base de concreto com 7cm de espessura e FCK 15, nivelada.
É necessária a construção de caixa de inspeção e limpeza, antes da entrada da ecofossa, para impedir a entrada de materiais inorgânicos (fraldas, absorventes, plásticos, preservativos, cotonetes etc) e permitir a retirada periódica dos mesmos, caso ocorra.
Recomendamos também a construção de caixa de distribuição, após a instalação da ecofossa, para direcionamento e descarte do efluente através de vala de infiltração e/ou sumidouro. Caso a opção do cliente seja a de descartar o efluente através de valas de infiltração, as mesmas deverão seguir as orientações da tabela ABNT.
As valas deverão ser escavadas no terreno, com profundidade entre 0,60m e 1m, largura mínima de 0,50m e máxima de 1m. Escavar tantas valas quantas forem necessárias para alcançar o exigido na tabela ABNT.
O comprimento máximo de cada vala deverá ser de 30m. As valas deverão ser preenchidas com material filtrante apropriado (brita nº 3 ou 4, seixo etc). Sobre a câmara filtrante deverá ser colocada tela fina e preenchida com terra até o nível natural do terreno.
O espaçamento mínimo entre as laterais de duas valas de infiltração deverá ser de 1m e a distância do fundo da mesma ao lençol freático, na época mais critica, não poderá ser menor que 3 metros |